Pedro Castro Fotógrafo

Pintar-vos-ia o cenário ideal ao dizer que a paixão pela fotografia foi herdada por terceiros e inscrita nos meus genes desde que me lembro; não tenho pai fotógrafo e as minhas memórias mais antigas remontam a jogos de playstation, passeios de bicicleta e ao disputar da bola com os vizinhos. Aos 16 foi-me emprestado o primeiro telemóvel, que apenas me servia para telefonar à(s) namorada(s), e as máquinas fotográficas… Essas sempre tropeçaram no meu caminho, mas para pouco me serviam.
Entre planos traçados e acumular de vivências, é quase aos 30 que a vida me apelida “Fotógrafo” – um percurso moroso e apaixonante, cuja recompensa abraça a sensação de que recebo mais do que o que dou. Posso não ter aprendido a usar uma máquina em casa, mas aprendi a “pôr quanto sou, no mínimo que faço”, oferecendo algo que não se paga: sinceridade, dedicação, disponibilidade e cumprimento. Acredito no poder uma grande angular mas o detalhe… É o detalhe que faz a diferença!